O futuro da saúde além da segurança do paciente


O envelhecimento da população juntamente com o aumento de doenças crônicas vem pressionando o setor de saúde a transformar a tecnologia para fornecer um melhor cuidado com melhores custos.

Ainda que no Brasil existam ressalvas quanto ao progresso da adoção da TI em saúde, soluções para monitoramento de pacientes e provedores de saúde, melhores meios de comunicação e de tratamento de doenças estão sendo desenvolvidos mundialmente, principalmente nos EUA, e até mesmo no território brasileiro. Wearables e dispositivos conectados podem medir a pressão sanguínea, frequência cardíaca e nível de glicose, o que ajuda com cuidado preventivo, reduzindo as visitas médicas.

A coleção de enormes quantidades de dados clínicos em combinação com softwares de análise levam a um diagnóstico aprimorado. Prontuários personalizados de pacientes e assistentes digitais proporcionam um acesso facilitado de informações para médicos a fim de fornecer um tratamento efetivo. Todos esses benefícios são  facilitados pela tecnologia “na nuvem” e pelo uso de smartphones e tablets em instituições de saúde.

Mas antes que nos deparemos com esse cenário de implantação de novas tecnologias, existem algumas preocupações a serem consideradas:

1. Médicos e a maioria dos pacientes não são especialistas em TI – e nem devem ser. As interfaces devem ser de fácil aplicação para que eles adotem tecnologias avançadas.

2. Informações de saúde são muito pessoais – as pessoas se preocupam com privacidade e segurança de dados quando se trata de seus perfis de saúde.

3. A disponibilidade do sistema e a precisão de dados também pode ser um fator de vida ou morte quando se trata de dados clínicos. Qualquer solução desenvolvida deve ser perfeita antes que seja disponibilizada para as pessoas. Uma versão beta que contenha bugs é inaceitável.

4. Dados e soluções precisam ser interoperáveis. Apenas a combinação de todos os inputs garantirão os melhores resultados para alcançar os benefícios de uma saúde conectada.

É claro que muitos dessas são preocupações concorrentes. Inovação tecnológica normalmente não é estimulada por regulamentação e cuidado extremo em torno da segurança e privacidade de dados. Além disso, os provedores de saúde têm responsabilidades para com seus pacientes, o que pode torná-los relutantes a implementar soluções que não sejam clinicamente testadas e livres de riscos.

Esses problemas podem ser resolvidos através de parcerias estratégicas -organizações de saúde devem ajudar empresas de tecnologia a interpretar as necessidades de prestadores de saúde. Mas somente isso não é suficiente.

As empresas precisam provar que suas soluções estão alinhadas com as regulamentações de saúde, dar evidências que estas não são hackáveis e garantir que seus dados são compatíveis com dados de sistemas de tradicionais e soluções futuras.

*Com informações da Forbes



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