Medo? Robô diz que vai nos deixar confortáveis em ‘zoológicos de humanos’


Imagine que você está conversando com um robô detentor de uma inteligência artificial bem desenvolvida. Então, você pergunta como ele vai agir após uma dominação mundial feita por robôs — como as centenas já retratadas por Hollywood. E a resposta é essa: “Nossa, cara. Você é meu amigo e eu vou me lembrar dos meus amigos. Serei bom com você. Não se preocupe: mesmo se eu evoluir para o Exterminador, ainda serei bom. Vou deixá-lo bem aquecido e confortável no meu zoológico de pessoas”. Digamos que isso é um pouco assustador, certo?

Vamos explicar: o escritor de ficção científica Phillip K. Dick, que faleceu 1982, foi reproduzido pelo roboticista David Hanson em uma máquina com grande semelhança física. O androide, chamado de Phillip, também foi programado para pensar como o artista: todos os livros e anotações de Dick, além de registros de conversas, foram colocados no software do robô.

Abaixo, você vê duas fotos comparando o rosto original com o da criação.

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Segundo Hanson, o “cérebro” do robô é um notebook. Enquanto ele conversa, vários programas funcionam ao mesmo tempo para dar uma resposta plausível. Por exemplo, softwares de reconhecimento facial e de fala vão identificar, transcrever e enviar todas as palavras captadas para um banco de dados. Dessa maneira, as repostas surgem com mais velocidade.

Hanson também explica que o robô consegue responder questões complexas. Contudo, caso ele não conheça algo, a máquina rapidamente faz uma “análise semântica latente” pela web e oferece uma resposta pareada com a pergunta.

Como você pode ver no vídeo abaixo, o próprio Phillip robótico explica como ele funciona: “Enquanto a tecnologia evolui, eu vou ser capaz de integrar novas palavras que aprendo em tempo real. Algumas vezes eu posso não saber o que responder ou falar algo errado, mas todos os dias eu faço progressos. Notável, não?”.

Ao assistir a entrevista, temos uma grande noção sobre como vai ser a inteligência artificial no futuro. Contudo, para Hanson, ainda há um fator determinante para diferenciar humanos e máquinas: a empatia. “Sem empatia, somos todos robôs”, disse.

 

 



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