Dia do Médico – 18 de Outubro (2015)


A origem do Dia do Médico

18 de Outubro é considerado em diversos países como “Dia dos Médicos” em homenagem  ao nascimento de São Lucas, o protetor dos médicos. Acredita-se que São Lucas estudou medicina em Antioquia (atual Turquia), e foi chamado pelo apóstolo Paulo de “amado médico” na epístola aos Colossenses. É considerado patrono dos médicos desde o século XV.

Nos USA a data é comemorada no dia 30 de março (primeira vez que a anestesia foi administrada em um paciente, em 1842 pelo Dr. Crawford W. Long na Georgia, segundo a revista The Barrow County News). O dia 30 de março foi oficializado em 1990 pelo presidente George W. Bush.

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Juramento de Hipócrates  Uma tradição de vinte e quatro séculos, o juramento feito por todos aqueles que engressaram na profissão médica, mas nem todos se recordam perfeitamente da história.  O juramento de Hipócrates está entre os mais famosos de todos os textos da Grécia Antiga. Hipócrates foi um médico, que viveu entre os anos 460 a 377 A.C., e até hoje é considerado o pai da medicina ocidental.

 

A história da medicina

Através de descobertas arqueológicas, sabemos que os egípcios, realizavam operações complexas e fizeram grandes avanços na medicina graças ao sofisticado processo de mumificação de corpos.

Já os gregos foram os pioneiros no estudo dos sintomas das doenças.

Além das contribuições do mestre Hipócrates (considerado até hoje o pai da medicina). Os romanos também tiveram um grande conhecedor da medicina, o grego Galeno que morou em Roma. Após Hipócrates e Galeno, a medicina teve poucos avanços.

 

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Drogas para tratar doenças

Houve um aumento na expectativa de vida devido aos avanços tecnológicos e na medicina em geral, mas houve um aumento incidência de doenças relacionadas ao envelhecimento. Doenças que acreditava-se que tinham sido dominadas por medicamentos e tratamentos, como a tuberculose, desenvolveram resistências.

Estudos de remédios herbáceos, químicos e minerais transformou-se na ciência laboratorial da farmacologia no final do século XX. Através de análises químicas sistemáticas as drogas fitoterápicas, como o ópio, resultou na sintetização das drogas e a industria farmacêutica passou a comercializar produtos de laboratório.

A empresa farmacêutica e química alemã Bayer registrou a marca de uma versão sintética do ácido acetilsalicílico, à qual deu o nome de aspirina.

Várias drogas surgiram na década de 50 como a cortisona (hormônio esteróide), que reduz a inflamação, além das primeiras drogas para o tratamento de doenças mentais. Embora os antibióticos não funcionassem contra doenças virais, as vacinas antivirais funcionavam, por exemplo as duas mais importantes contra a varíola e a poliomielite sendo basicamente erradicada no final do século XX. Outro exemplos de vacinas antivirais são as contra sarampo, catapora e gripe.

 

A ascensão da genética

Os cientistas agora estudam as células do corpo e os organismos que podem infectá-lo no nível molecular.

Através dos sintomas pode ser percebido suas fases iniciais. A principal manifestação da doença é o nódulo, fixo e geralmente indolor. Com os estudos entenderam a estrutura dos genes e como eles estão dispostos dentro dos cromossomos que os abrigam e decodificaram a estrutura do DNA, assim determinar a localização de cada gene e gradualmente identificar sua finalidade específica.

Os estudos celulares e código genético revolucionou a medicina. Isso devido a algumas doenças estarem ligadas a cromossomos defeituosos ou a genes específicos dos cromossomas, possibilitando a investigação de suscetibilidade a essas doenças, incluindo fibrose cística, Coréia de Huntington e algumas formas de câncer de mama.

 

A medicina com tecnologia

A medicina moderna e a tecnologia já são inseparáveis. Assim como a genética começou a permitir que os médicos vejam o funcionamento do corpo com o máximo de detalhes, novas tecnologias permitiram que eles vejam os processos corporais em ação.

A investigação por imagem permitiu aos médicos analisar orgãos sem abrir o corpo, por exemplo a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética.
A tecnologia, também contribuiu para o avanço nas cirurgias de diversos casos, possibilitando até manter um paciente vivo enquanto o cirurgião opera o coração parado (circulação extracorpórea).

Devido a falta de órgãos para as pessoas que necessitam, elas podem se beneficiar de uma grande invenção do século XX, que são os órgãos artificiais, além das próteses controlados por microchips.

 

Os avanços da medicina

Em uma era de globalização aliada aos avanços da informática, a medicina acompanha e vive um período de mudanças radicais, novos medicamentos, materiais e equipamentos cirúrgicos e de exames que proporcionam tratamentos eficientes, obtendo prevenção ou cura de doenças antes consideradas irremediáveis.

Em março de 2012 houve uma cirurgia de transplante de face de 36 horas que ocorreu no Centro Médico da Universidade de Maryland (EUA), foi “o transplante de rosto mais extenso realizado até agora, incluindo as duas mandíbulas, dentes e língua”. “O transplante incluiu todos os tecidos moles do rosto, do couro cabeludo até o pescoço, inclusive os músculos subjacentes, que permitem as expressões faciais e os nervos sensoriais e motores”, explicou o chefe da equipe de cirurgiões, doutor Eduardo Rodríguez.

Hoje já se cogita a possibilidade de um transplante de cabeça e já tem data para acontecer. Esse ano o médico italiano Sergio Canavero, diretor do Gruppo Avanzato di Neuromodulador, em Turim divulgou que pretende realizar o primeiro transplante de cabeça em humanos em 2017.

Seu paciente é Valery Spiridonov, um russo de 30 anos que sofre com uma doença terminal chamada Síndrome de Werdnig-Hoffman, que terá seu corpo trocado por outro corpo saudável de algum doador que teve morte cerebral.

A cirurgia pode durar 36 horas e o procedimento contará com mais de 150 profissionais. a cabeça do paciente e o corpo do doador serão refrigerados. Para evitar risco de deterioração dos tecidos e ser possível reconectar as veias das duas partes.

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O futuro da medicina

Exames de sangue sem tirar uma gota

Muitas pessoas não gostam de realizar exames por medo de agulhas, mas exames de sangue são necessários para obter respostas. Graças à tecnologia, isso pode acabar. Esta em desenvolvimento aparelhos que visam aposentar as agulhas nos exames de sangue, passando a ser feitos por meio de uma espécie de eletrodo digital que coleta os dados, quando em contato com a pele do paciente,  possibilitando o exame em tempo real.

 

Nanotecnologia a serviço da medicina

A nanotecnologia, ou nanociência, é uma área promissora que se estuda a combinação de átomos e moléculas para a obtenção de novas ou melhoradas propriedades de materiais.

A nano medicina tem contribuído para os diagnósticos de doenças diversas, através da técnicas baseadas em magnetismo, ou através da construção de dispositivos eletrônicos, tais como os biossensores e genos sensores. A Ressonância Magnética (IRM) são as principais ferramentas para diagnóstico de câncer, mas em casos de pequenos tumores ou o órgão afetado, não tem diferença de densidade de tecido, dificultando a identificação da anomalia. É onde pode se tirar proveito da nano medicina, sendo uma opção, porque viabiliza a produção de nanopartículas super paramagnéticas de óxido de ferro, nano ímãs atóxicos que ao serem inseridas em um paciente com tumor, se localizam ao redor da anomalia, dando contraste nas imagens de Ressonância Magnética e permitindo que o especialista analise a região tumoral com mais facilidade.

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